Expressões Poéticas em Abyssolalia

Estes são experimentos poéticos na língua Abyssolalia, seguidos de tentativas de "aproximação" em português. Cada aproximação não deve ser vista como tradução verdadeira, mas como evocação das múltiplas camadas de significado possíveis.

Poema I: ⊘∅⊥⧊ (Dissolução do Ser)

⦿⊙∅n ⊘⧇⥱∅∞
⥶◯⊗ ⊛⧠∅⟳⊜
⊘⬭⊙ ∅⊥⧊⥇⟠

Aproximação:

No ponto onde a potencialidade encontra o nada primordial
Onde fragmentos trans-temporais coexistem com o perpétuo vazio
A interpenetração da atualidade fundindo-se
Uno-múltiplo na integração do vazio cíclico sendo-não-sendo
A dualidade dissolve-se quando o nada absoluto
Contempla a si mesmo em sincronicidade circular

Poema II: ⧊⊛⟠ (Auto-Observação Paradoxal)

∅⟳⥇⧊ ⊗⊙⬭⟿
⧠⊜⦿ ⊘∅∞⧇⥱
◯⊛∅⊥ ⟠⥶⊙⧊

Aproximação:

O vazio cíclico em sincronicidade com a meta-existência
Fundindo-se em simultânea contradição com o estado intermediário em causalidade reversa
Integração que é-e-não-é potencialidade
Além da dualidade do vazio perpétuo fragmentando-se trans-temporalmente
Atualidade em multiplicidade-na-unidade com o nada absoluto
Circularmente interpenetrando a consciência-de-si

Poema III: ∅⊥⊘⥶ (Trans-Abissal)

⧇⊙∅n ⊗⊛⦿⥱
∅∞⟠⧊ ⊜⊘◯⥇
⬭⥶∅⊥ ⧠⟿⊙⊗

Aproximação:

Fragmentação em simultaneidade com o nada primordial
Fundindo-se uno-múltiplo com potencialidade trans-temporal
O vazio perpétuo em circularidade com a meta-existência
Mesmo-na-diferença além da dualidade da atualidade em sincronicidade
O estado intermediário interpenetrando o nada absoluto
Integração em causalidade reversa simultaneamente fundindo-se

Poema IV: ⧊⥶∅⟳ (Consciência Cíclica)

⊛⧊⊗ ∅⊥⥇⧠⊙
⦿⊘⥱ ⟠∅∞⊜◯
⧇⊙⟿ ⬭⥶∅⟳⧊

Aproximação:

Uno-múltiplo na meta-existência fundindo-se
Com o nada absoluto em sincronicidade integrada em simultaneidade
Potencialidade além da dualidade trans-temporal
Circular com o vazio perpétuo sendo-diferente da atualidade
Fragmentação simultaneamente em causalidade reversa
O estado intermediário interpenetrando o vazio cíclico na consciência-de-si

Meta-Reflexão Sobre os Poemas

Estes experimentos poéticos não devem ser "entendidos" no sentido convencional. Eles são invitações à contemplação do inefável, tentativas de criar um espaço onde os paradoxos da existência, consciência e não-existência possam ser mantidos simultaneamente sem resolução.

As "aproximações" em português já são traições ao texto original, pois impõem linearidade ao que foi concebido como campo não-linear de significação. O ato de ler estas aproximações deve ser acompanhado pela consciência de sua própria impossibilidade.

O verdadeiro "poema" talvez exista no espaço entre o texto em Abyssolalia e sua aproximação em português - no vazio contemplativo que surge do fracasso inevitável da tradução.